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FORTE NORTE LANÇA NOVO CLIPE

Fundada no final de 2012, sob o nome de Vallente, na zona norte de São Paulo, o Forte Norte traz em sua história a sinergia entre os integrantes, os interesses em comum e a missão de mostrar sua perspectiva do mundo real em forma de letra e canção a todos. A banda é formada por cinco integrantes: Natan Trindade nos vocais, Wagner Alexandre no contrabaixo e vocais de apoio, Carlos Casagrande na bateria, Pedro Quintana nas guitarras e Fernando Gutierrez também nas guitarras e vocais de apoio. Influenciada musicalmente por Grunge, Stoner e Modern Rock, o Forte Norte "fica de pé sobre o ombro de gigantes" destes gêneros para alcançar novos horizontes sonoros.

Sucedendo o disco “Vida Sem Dó“, ainda sob o nome Vallente, e o single ‘Canhão’ que marcou a mudança de nome do grupo, o novo EP “Overdose De Si” representa uma evolução musical e pessoal da visão de mundo - e de vida – dos integrantes, além de ser um convite para a auto-reflexão do ‘eu‘ e tudo que o envolve.

Para essa nova fase a banda fechou com um time de peso no cenário nacional: A dupla de guitarristas do Gloria. “Frequentamos os mesmos lugares e temos gostos musicais que se agregam”, diz Elliot Reis. “Trabalhar com o Forte Norte na concepção deste EP foi algo muito prazeroso, pela qualidade técnica dos integrantes e pela harmonia de ideias que surgiram ao longo do processo. Tenho fé no potencial da banda e a vejo como um dos grandes destaques de 2017 e do cenário de rock nacional”, completa Peres Kenji.

Gravado nos estúdios Family Mob e Stereo Lab, o EP também contou com a colaboração dos músicos Jean Dolabella (Ego Kill Talent, Sepultura, Udora), André Maini e Rodrigo Maciel (Strike). A recepção do EP tem sido positivamente expressiva, acumulando mais de 40.000 plays no Spotify e figurando nas playlists “Palco Underground” do próprio Spotify, “Rock Nacional” e “Peso BR” da OneRPM, bem como a “Rock & Metal” do selo Wikimetal.


ENTREVISTA
1• A música Consumo a Loucura faz parte do primeiro EP da banda, Overdose de Si. Conte pra gente sobre o conceito e a produção deste trabalho.
O "Overdose de Si" é um convite a auto-reflexão. Todas as letras tentam conversar com o intímo (sendo ele agradável ou não) do ouvinte. Nesse trabalho falamos sobre auto-alienação, sobre amores cíclicos e também, como é o caso de Consumo a Loucura, sobre a reflexão da relaçãodas pessoas com as drogas em geral. Quanto a produção, tentamos brincar com a tensão e o conforto e isso é traduzido dentro das melodias, letras e por fim na capa do trabalho, com direção de arte do Diego Oliveira.

2• A mensagem da música retrata a aceitação de vícios e formas do indivíduo fugir de sua realidade. Como você enxerga essa dinâmica e qual é o tabu a ser quebrado?
Acredito que a vida é um desafio extremamente pesado, a gente notando ou não. E fica mais difícil ainda quando vivemos numa sociedade que, veladamente, diz que não se pode ser frágil, que não se pode ser triste (o Instagram é exemplo perfeito) e que não se pode ser sensível. A socidade ainda não sabe que aceitar fraqueza é, na verdade, o maior sinal de força que existe. Em Consumo a Loucura, eu falo um pouco sobre isso, sobre como as drogas me ajudaram a olhar pra dentro e enxergar além do meu próprio ego, para então perceber que a vida deve ser vivida na forma mais honesta e sincera com você mesmo. Encher a cara num final de semana, não necessariamente é ruim, mas mesmo assim não se deve ser ignorado, porque as vezes é uma mensagem lá do ser dizendo: "Cara, se seda aqui um pouco, aceita que tá dificil lidar, mas não deixa de aprender com isso para ser cada vez mais forte." até porque, como já dizia Carl Jung: "O que negas te subordina. O que aceitas te transforma."

3 • O clipe exibe diversos ambientes e situações. Tratando-se de uma banda independente, qual é o desafio de produzir um conteúdo audiovisual de qualidade e financeiramente saudável?
O desafio é imenso porque não há profissionalismo sem investimento. É claro que podemos sempre trabalhar com a criatividade, com "guerrilha", mas ainda sim precisamos de alcance dentro da divulgação o que envolve mais uma vez, custos. A nossa saída para esse clipe foi trabalhar com parceria com quem já acreditava no nosso trabalho e, percebeu ali, uma sinergia importante para crescer juntos: a banda e a produtora. Por isso, eu acredito que toda a banda tem que ter a casa arrumada antes e boas canções de qualquer coisa, pois isso gera a confiança necessária para haver parceiras que ajudam e muito na boa produção, sem custo elevado.

4 • Ouvindo o EP, podemos notar diversas influências de stoner e grunge, bem como nuances de metal. Como vocês trabalham a sonoridade da banda? Possuem alguma intenção clara de soar como algo específico? 
Já estamos juntos há quase 5 anos e esse EP foi o primeiro que concordamos em criar o que quisermos sem termos medos de soar pesados ou não e, foi essa liberdade que definiu bastante da sonoridade desse EP. As influências correram soltas e à vontade e isso, por consequencia, me deu mais espaço para experimentar diferentes e novas dinâmicas e linhas melódicas. O resultado é esse que podemos ver, um EP que reflete muito do que a gente foi, é, e ainda quer ser. Um EP bastante sincero e transparente.
Links:
onerpm.lnk.to/ConsumoALoucura
facebook.com/ForteNorteOficial/